Redesenhar uma universidade inteira sem tratar o padrão como verdade absoluta.
Redesign do portal institucional da Universidade Federal do Tocantins sob as diretrizes do DSGov — incluindo a decisão de adaptar o padrão quando a evidência mostrou que ele não atendia aos usuários.
Em 11 meses, trabalhei na reorganização da arquitetura da informação, adaptação do sistema de componentes, prototipação, testes e acompanhamento da implementação do novo portal institucional da UFT.



O problema era maior que a interface.
O portal anterior havia crescido junto com a universidade. Novas áreas, páginas e serviços foram adicionados ao longo do tempo, mas sem uma arquitetura comum. O resultado era uma experiência fragmentada: conteúdos semelhantes apareciam em lugares diferentes, páginas adotavam estruturas inconsistentes e tarefas frequentes exigiam que o usuário conhecesse a organização interna da UFT.
O redesign não poderia ser apenas visual. Era necessário reorganizar o acesso à informação e, ao mesmo tempo, construir uma base técnica que pudesse ser mantida por diferentes equipes.
Navegação fragmentada
Usuários precisavam compreender a estrutura administrativa para encontrar conteúdos.
Inconsistência entre páginas
Diferentes áreas publicavam conteúdos sem um sistema visual e estrutural compartilhado.
Legado técnico
A solução precisava funcionar no Plone 6 e ser sustentável para manutenção institucional.
Um sistema obrigatório, mas não intocável.
Como instituição federal, a UFT adotou o Design System do Governo Federal como referência para interface, acessibilidade e consistência. O DSGov oferecia uma base sólida, mas não resolvia automaticamente as particularidades de uma universidade com diferentes públicos, estruturas editoriais e necessidades de navegação.
Meu trabalho não foi apenas reproduzir componentes. Analisei os padrões existentes, identifiquei lacunas e desenhei variações para contextos que o sistema original não contemplava.
Componentes adotados
- Cabeçalho
- Navegação
- Botões
- Campos
- Tipografia
- Estados de interação
Componentes adaptados ou criados
- Cards institucionais
- Filtros
- Menus contextuais
- Listagem de notícias
- Navegação específica das unidades
- Componentes editoriais
DSGov base → restrição encontrada → componente UFT
Quando o padrão falhou no teste.
Durante a validação de [fluxo ou componente], aplicamos inicialmente o padrão recomendado pelo DSGov. Nos testes, porém, os participantes [comportamento observado].
O problema não era estético: o padrão dificultava [tarefa concreta]. Com base nas observações, propus [alteração realizada], mesmo que isso significasse não seguir literalmente a recomendação original.
A segunda versão [resultado observado ou comparação]. Mantivemos os princípios de acessibilidade e consistência do sistema, mas adaptamos sua expressão à necessidade real do portal.
X de Y
Usuários não encontraram [ação] — problema recorrente observado durante as sessõesNota metodológica: preencher número de participantes, tarefa e padrão testados antes de publicar.
Da arquitetura ao código.
Meu papel atravessou design e implementação. Além de estruturar fluxos, wireframes e protótipos, participei da criação e adaptação de componentes no frontend e acompanhei sua integração ao Plone 6.
Essa proximidade reduziu a distância entre a decisão projetada e o componente entregue. Restrições técnicas eram consideradas desde o design, enquanto inconsistências identificadas na implementação retornavam rapidamente para o sistema.
Estrutura
Sitemap e fluxo simplificado da área selecionada.
Wireframe
Baixa fidelidade — hierarquia e conteúdo antes de estilo.
UI
Interface final sobre os componentes DSGov e adaptações.
Produção
Componente implementado — desktop e mobile lado a lado.
O lançamento não encerrou a avaliação.
Após a disponibilização do portal, conduzimos uma avaliação com servidores que o utilizavam com frequência. A aplicação do System Usability Scale resultou em 62 pontos.
O resultado não foi tratado como validação final. A pontuação indicou uma experiência ainda abaixo do patamar desejável e revelou oportunidades em conteúdo, nomenclatura e priorização. A partir dos dados, reposicionamos conteúdos críticos, revimos prioridades e refinamos páginas de maior acesso.
62/100
SUS · avaliação posterior ao lançamento- Conteúdo crítico precisava aparecer mais cedo na navegação.
- Nomenclaturas institucionais ainda geravam dúvida entre os usuários.
- Determinadas páginas exigiam melhor priorização de acesso.
Resultados.
O que pode ser afirmado
- Criação de uma arquitetura compartilhada
- Adoção de uma base de componentes
- Adaptação do portal para dispositivos móveis
- Integração com Plone 6
- Entrega e publicação do novo portal
- Estabelecimento de padrões reutilizáveis
- Avaliação posterior com SUS
- Identificação de oportunidades após lançamento
O que exige evidência
- "Melhorou a acessibilidade"
- "Facilitou o acesso"
- "Aumentou a eficiência"
- "Reduziu o tempo"
- "Fortaleceu a comunicação"
- "Experiência mais intuitiva"
O desafio não era apenas aplicar um sistema existente, mas compreender onde ele atendia ao contexto da UFT e onde precisava ser questionado.
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