Roteiro de Afetos.
Memórias que atravessam a cidade, ganham voz e se transformam em experiência.
Uma experiência cultural que conecta patrimônio, narrativas locais e tecnologia em um percurso por Natividade, no Tocantins.
O projeto não começou na tela.
O Roteiro de Afetos nasceu do desejo de preservar e compartilhar histórias ligadas ao centro histórico de Natividade. Mais do que organizar pontos turísticos, o projeto precisava transformar memórias, personagens e manifestações culturais em uma experiência capaz de ser vivida por moradores e visitantes.
O desafio não era apenas criar uma identidade ou desenvolver um audiotour. Era construir um sistema que conectasse histórias, espaços físicos, orientação e conteúdo digital sem reduzir a cultura local a uma linguagem turística genérica.
Transformar memória em percurso.
Cada história estava ligada a um lugar real. Por isso, a experiência precisava funcionar como um sistema contínuo: despertar interesse, orientar o visitante, apresentar o conteúdo e devolvê-lo à cidade.
Antes de desenhar, era preciso entender o que já existia.
A identidade do projeto não poderia ser criada apenas a partir de referências visuais externas. Ela precisava reconhecer a arquitetura, as manifestações culturais, as histórias e a forma como os próprios moradores se relacionam com a cidade — evitando uma representação folclórica ou genérica do lugar.
A identidade não inventou o Roteiro. Ela o tornou visível.
O símbolo, a paleta e a tipografia foram construídos a partir da leitura do território — não como decoração aplicada por cima, mas como tradução visual do que já estava presente em Natividade.
Do sistema gráfico para as ruas.
A identidade precisava continuar reconhecível fora de uma apresentação de marca. Ela passou a orientar mapas, placas, materiais informativos e pontos distribuídos pelo centro histórico.
A experiência começa na rua e continua na tela.
Cada ponto físico funciona como uma porta de entrada para uma narrativa digital. O visitante identifica uma estação, acessa seu conteúdo e continua o percurso levando consigo uma nova compreensão daquele lugar.
Quando o som de Natividade virou interface.
A interface foi desenhada para acompanhar o percurso, não para competir com ele. O áudio assume o protagonismo, enquanto textos, imagens e controles funcionam como suporte à experiência no território — com controles grandes, leitura complementar e orientação clara entre estações, considerando o uso ao ar livre e em conexão móvel instável.
Organizar histórias sem quebrar o percurso.
O roteiro foi estruturado em estações, cada uma com sua própria página, áudio e imagens, conectadas ao mapa e à navegação entre pontos.
Roteiro → Estação → página do ponto → arquivo de áudio + imagens
Mapa → estações → conteúdo digital correspondente
Decisões que amadureceram na implementação.
Alguns comportamentos só ficaram evidentes fora do Figma: legibilidade sob luz solar direta, peso dos arquivos de áudio em conexão móvel instável e o comportamento do player em uso contínuo pela cidade. Cada um gerou um ajuste concreto na solução implementada.
Antes
Depois
Um sistema construído para atravessar meios.
[N]
Estações no percurso[N]
Histórias / áudios produzidos1
Identidade e sistema gráfico[N]
Grupos culturais participantesPróximos sinais a acompanhar
- Leituras dos QR codes por estação
- Reprodução completa dos áudios
- Pontos mais e menos acessados do percurso
- Feedback de moradores e visitantes
Da cidade para a tela. Da tela de volta para a cidade.
O Roteiro de Afetos mostrou que uma experiência digital não precisa afastar as pessoas do espaço físico. Quando identidade, conteúdo e tecnologia trabalham como um único sistema, a tela pode se tornar uma nova maneira de prestar atenção ao território.
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